Sany leva dois caminhões elétricos inéditos à Fenatran 2026 e mira R$ 180 milhões em negócios
Chinesa estreia o cavalo mecânico 636, de 42 toneladas, e um 4x2 de 18 toneladas para coleta de lixo; montagem em Campinas atrasou e primeiras entregas nacionais ficam para o início de 2027

O que você precisa saber
- A Sany apresenta dois caminhões elétricos inéditos na Fenatran 2026, de 9 a 13 de novembro, no São Paulo Expo
- O 636 é um cavalo mecânico 4x2 elétrico de 42 toneladas para rodovia de longa distância
- O segundo é um 4x2 elétrico de 18 toneladas, configurado para coleta de lixo e adaptável a pipa e cesto aéreo
- A marca licenciou 32 caminhões no Brasil de fevereiro a setembro e é a terceira em elétricos, atrás de JAC e Foton
- A meta na feira é de R$ 180 milhões em negócios
- A montagem em Campinas começa pelo SE588 Composite, com entregas previstas para o fim de fevereiro ou início de março de 2027
A chinesa Sany vai usar a Fenatran 2026 para ampliar a linha de caminhões elétricos no Brasil. A marca leva ao São Paulo Expo, de 9 a 13 de novembro, dois modelos inéditos: o cavalo mecânico 636, um 4x2 de 42 toneladas para rodovia, e um caminhão 4x2 de 18 toneladas para aplicações vocacionais. A meta da empresa é sair da feira com R$ 180 milhões em negócios.
Os dois lançamentos
| Modelo | Configuração | Uso principal | | --- | --- | --- | | Sany 636 | cavalo mecânico 4x2 elétrico, 42 toneladas | transporte rodoviário de longa distância | | Elétrico de 18 toneladas | 4x2 elétrico | coleta de resíduos, com versões de pipa e cesto aéreo |
O caminhão de 18 toneladas é apresentado pela primeira vez no Brasil. Chega preparado para coleta de lixo, mas o diretor da Sany no país, Dieter Martin Lommer, descreve o produto como uma plataforma de uso múltiplo. A mesma base pode receber tanque de água ou cesto aéreo, o que interessa a prefeituras e concessionárias de serviço público.
No estande também estarão modelos que já fazem parte do portfólio: o SE588 Composite, cavalo 6x4 elétrico de 80 toneladas de capacidade máxima de tração, um 6x4 a diesel de 560 cv, um elétrico leve de 6 toneladas de PBT e um basculante.
O tamanho da Sany no mercado
A marca começou a vender caminhões no Brasil em fevereiro de 2026 e licenciou 32 unidades até setembro, segundo a Fenabrave. A maior parte é do SE588 Composite; locadora EVmob e trading Cofco estão entre os clientes citados pela empresa.
| Elétricos de janeiro a setembro de 2026 | Unidades | Participação | | --- | --- | --- | | JAC | 102 | 47,22% | | Foton | 38 | 17,59% | | Sany | 32 | 14,81% |
O volume é pequeno perto do mercado total de caminhões, mas mostra como o elétrico pesado ainda é disputado unidade a unidade. A Sany chegou a negociar o contrato que acabou com a XCMG, a compra de 251 caminhões elétricos pela Navarini para o transporte de grãos, e diz ter participado da estruturação da rota de cerca de 1.350 km. Só esse pedido equivale a quase oito vezes o que a Sany vendeu no ano.
A expectativa da empresa é fechar 2026 com cerca de 50 elétricos vendidos. Há ainda uma negociação de 50 cavalos pesados a diesel, que levaria o total a 100 unidades. Entre novembro e dezembro devem chegar de 20 a 30 caminhões importados, dez deles em novembro.
Campinas atrasou
A montagem nacional fica em Campinas (SP). A empresa diz ter feito os testes iniciais e obtido os certificados de adequação à legislação de trânsito (CAT) necessários. O primeiro modelo montado no país será o SE588 Composite, mas a chegada dos kits atrasou e as primeiras entregas nacionais ficaram para o fim de fevereiro ou o início de março de 2027. A Sany também diz evitar que o caminhão montado aqui dispute espaço com o último lote importado.
O que a Sany projeta para o setor
Lommer estima que pelo menos quatro novas marcas chinesas comecem a vender caminhões no Brasil até 2027, somando-se a JAC, Foton, XCMG e BYD. Para ele, a Fenatran 2028 terá um mercado ainda mais pulverizado entre fabricantes da China. A prévia da feira deste ano já mostrava seis chinesas entre as 13 montadoras confirmadas.
O desafio é o mesmo de todo o setor: os juros altos que travam a renovação de frota e o fim do Move Brasil, que segundo a Anfavea encerra o alívio visto na produção de caminhões de setembro. Para o elétrico, soma-se a infraestrutura de recarga para caminhões, ainda em formação. Concorrentes chinesas apostam em preço, como o JAC N 13-210 a R$ 383 mil.
As datas e os expositores da feira estão no calendário de eventos do Eixo Motor e no guia dos eventos do setor em 2026.
Perguntas frequentes
Quais caminhões a Sany vai lançar na Fenatran 2026?
Dois elétricos: o cavalo mecânico 636, 4x2 de 42 toneladas para operações rodoviárias de longa distância, e um caminhão 4x2 de 18 toneladas, configurado para coleta de resíduos.
Quando e onde acontece a Fenatran 2026?
De 9 a 13 de novembro de 2026, no São Paulo Expo, na capital paulista.
Quantos caminhões a Sany vendeu no Brasil?
A marca começou a vender em fevereiro de 2026 e licenciou 32 caminhões até setembro, segundo a Fenabrave.
Quem lidera a venda de caminhões elétricos no Brasil?
De janeiro a setembro de 2026, a JAC lidera com 102 unidades (47,22%), seguida pela Foton, com 38 (17,59%). A Sany aparece em terceiro, com 14,81%.
A Sany vai fabricar caminhões no Brasil?
Sim, em regime de montagem em Campinas (SP). O primeiro modelo será o SE588 Composite. O atraso na chegada dos kits empurrou as primeiras entregas para o fim de fevereiro ou o início de março de 2027.
Para que serve o caminhão elétrico de 18 toneladas da Sany?
Ele chega configurado para coleta de lixo, mas a empresa o trata como plataforma de uso múltiplo, que pode virar caminhão-pipa ou receber cesto aéreo.
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