EIXO MOTOR
EmpresasAnálise

Ford no Brasil: por que a primeira montadora do país fechou as fábricas e virou importadora

Um século de produção local terminou em 11 de janeiro de 2021, com três fábricas fechadas e cerca de 5 mil demissões; cinco anos depois a marca vende mais do que vendia com fábrica, sustentada por uma picape feita na Argentina

Ford no Brasil: por que a primeira montadora do país fechou as fábricas e virou importadora
Imagem: Foto: Hoang NC/Pexels

Dado central da análise

R$ 61 bilhões

Custo estimado da operação brasileira da Ford na década anterior à saída, somando prejuízos, aportes da matriz e o encerramento de compromissos no país, segundo levantamento da Reuters.

O que você precisa saber

  • A Ford começou a montar o Modelo T em São Paulo em 1º de maio de 1919 e foi a primeira montadora a produzir veículos no Brasil
  • Em 11 de janeiro de 2021 anunciou o fim da produção no país, fechando Camaçari (BA), Taubaté (SP) e a fábrica da Troller, em Horizonte (CE)
  • Cerca de 5 mil trabalhadores foram desligados e quase 300 concessionárias tiveram de se reorganizar
  • A Reuters estimou em R$ 61 bilhões o custo da operação brasileira na década anterior à saída, com prejuízo de mais de R$ 10 mil por carro vendido nos oito anos finais
  • A Ford não saiu do Brasil: mantém o Centro de Desenvolvimento de Produto na Bahia, o Campo de Provas de Tatuí, a sede regional em São Paulo e a rede de concessionárias
  • Como importadora, vende mais do que vendia com fábrica: 37.151 emplacamentos de janeiro a agosto de 2026, contra 20,8 mil em todo o ano de 2022

A Ford foi a primeira montadora a produzir veículos no Brasil e deixou de produzir aqui em 2021. Entre uma coisa e outra passaram-se 102 anos, três fábricas fechadas, cerca de 5 mil demissões e uma conta que a Reuters estimou em R$ 61 bilhões queimados na década anterior à decisão. Hoje a marca vende apenas importados; e vende mais do que vendia com fábrica no país. Este perfil reconstitui as duas histórias, a da indústria que acabou e a da importadora que ocupou o lugar dela.

Quando a Ford chegou ao Brasil

Em 24 de abril de 1919 a diretoria da Ford Motor Company aprovou a criação da filial brasileira. Em 1º de maio a empresa começou a montar o Modelo T num galpão de dois andares na rua Florêncio de Abreu, no centro de São Paulo, com peças vindas dos Estados Unidos. Foi a primeira operação de montagem de veículos do país, quatro décadas antes de o Brasil ter uma indústria automobilística formal.

Em 1921 a operação se mudou para a rua Solon, no Bom Retiro, em um prédio projetado pelo engenheiro americano B. R. Brown, o mesmo que assinou a planta de Highland Park nos Estados Unidos. Ali funcionou a primeira linha de montagem em série do Brasil, com capacidade para 4.700 automóveis e 360 tratores por ano.

Fordlândia, o projeto que fracassou antes

Em 1928, mesmo ano em que o Modelo A chegou ao país, Henry Ford criou Fordlândia, uma vila de 10 mil quilômetros quadrados no meio da floresta, no Pará, cercada por cerca de 1,9 milhão de seringueiras. A ideia era produzir a borracha dos próprios pneus sem depender de fornecedores asiáticos. Uma doença nas folhas devastou os seringais e o projeto foi abandonado em 1933.

Publicidade
Anúncio de Motriz Peças (fictício)
MOTRIZ PEÇASPeça no mesmo diaRede de distribuição em doze estados.Consultar peça

Vale registrar a simetria: a Ford chegou ao Brasil apostando em verticalizar tudo e saiu, 92 anos depois, admitindo que não conseguia produzir aqui a um custo competitivo.

Do Ipiranga ao Corcel: quando a Ford virou indústria brasileira

  • 1953: inauguração da fábrica do Ipiranga, em São Paulo, com 200 mil metros quadrados e mais de 2.500 funcionários; a produção sobe para 125 veículos por dia
  • 1957 e 1958: o caminhão F-600 se torna o primeiro veículo desenvolvido no Brasil pela marca; entram em operação a fábrica de motores do Ipiranga e a fundição de Osasco
  • 1967: a Ford compra a Willys-Overland do Brasil e herda a fábrica de São Bernardo do Campo, aberta em 1954 para produzir o Jeep Willys; lança o Galaxie, primeiro automóvel da filial
  • 1968: chega o Corcel, projeto herdado da Willys e finalizado pela Ford; vieram depois Belina, Maverick, Corcel II, Del Rey, Escort e Pampa
  • 1974: inauguração da fábrica de Taubaté, com investimento de US$ 400 milhões
  • 1978: abertura do Campo de Provas de Tatuí, que segue em operação até hoje

Autolatina, Fiesta e a aposta em Camaçari

Em 1987 Ford e Volkswagen criaram a Autolatina, holding que juntou as operações das duas no Brasil e na Argentina, com 51% da Volkswagen e 49% da Ford. Motores e plataformas foram compartilhados; saíram dali o Verona, o Apollo, o Logus e o Pointer. A sociedade terminou em 1995.

O ciclo seguinte foi o mais bem-sucedido da marca no varejo brasileiro. O Fiesta começou a ser produzido em São Bernardo em 1996 e o Ka chegou em 1997, inaugurando o segmento dos subcompactos. Em 2001 a Ford inaugurou Camaçari, na Bahia, a primeira fábrica de montadora instalada no Nordeste, que passou a concentrar Courier, Fiesta, EcoSport e Ka; no mesmo movimento a unidade do Ipiranga foi desativada. Em 2007 a companhia comprou a Troller, fabricante cearense do T4, fundada em 1995.

11 de janeiro de 2021: o anúncio

O desmonte começou antes. Em 2019 a Ford fechou São Bernardo do Campo, sua fábrica mais antiga em operação, e encerrou a linha de caminhões no país em outubro daquele ano.

Em 11 de janeiro de 2021 veio o resto. A companhia anunciou o fim da produção de veículos no Brasil e o fechamento de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da fábrica da Troller, em Horizonte (CE), esta última no quarto trimestre daquele ano. Saíram de linha o Ka, o EcoSport e o Troller T4. Cerca de 5 mil trabalhadores foram desligados e quase 300 concessionárias tiveram de reorganizar o negócio.

A justificativa oficial citou a pandemia, que segundo a empresa "amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas". Em carta às concessionárias, a Ford informou que a operação sul-americana acumulava perdas desde a crise de 2013 e vinha sendo sustentada pela matriz, "o que não é mais sustentável".

"A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável", disse Jim Farley, presidente e CEO da companhia, no comunicado de 11 de janeiro de 2021.

Ficaram de pé apenas o Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas de Tatuí e a sede regional em São Paulo.

Por que a conta não fechava

Um levantamento da Reuters publicado em maio de 2021 colocou números na decisão. Até decidir sair, a Ford havia consumido R$ 39,5 bilhões no país, entre prejuízos acumulados e aportes registrados na Junta Comercial de São Paulo; somados os R$ 21,7 bilhões (US$ 4,1 bilhões) provisionados para encerrar compromissos, a conta da década chegou a cerca de R$ 61 bilhões. Nos oito anos anteriores, segundo os cálculos da agência, a empresa perdeu mais de R$ 10 mil em cada carro vendido. Só entre março de 2018 e janeiro de 2021 a matriz transferiu R$ 6,7 bilhões em nove aportes.

Três fatores aparecem em todas as análises do período.

Capacidade ociosa. A indústria instalada no Brasil comporta cerca de 5 milhões de veículos por ano; o pico histórico de emplacamentos ficou perto de 3,5 milhões. Fábrica parada custa dinheiro todo mês, e o setor convive com esse desequilíbrio até hoje, como mostram as contas em Anfavea eleva projeção de produção para 5,8% e vê venda acima de 3 milhões de veículos.

Portfólio envelhecido. A Ford chegou tarde à transição de compactos para SUVs, justamente o segmento de margem mais alta. Enquanto isso, concorrentes renovaram linha e ocuparam o espaço; o contraste com quem ficou aparece nos perfis de Fiat e Chevrolet.

Custo Brasil e exportação inviável. Sem competitividade de preço, as fábricas locais não conseguiam compensar o mercado interno fraco exportando. O problema estrutural da cadeia de fornecimento segue no radar, como detalhamos em Autopeças 2026: déficit comercial e importação chinesa.

A Anfavea reagiu ao anúncio dizendo que a decisão "corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano sobre a ociosidade local, global e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil".

O que aconteceu com cada fábrica

  • São Bernardo do Campo (SP): 1 milhão de metros quadrados, vendida em 2020 à Construtora São José por R$ 550 milhões e repassada depois à Prologis por cerca de R$ 850 milhões; quase todos os galpões foram demolidos e a área passou a uso logístico
  • Taubaté (SP): mais de 800 mil metros quadrados, comprada em 2022 pela mesma Construtora São José; a CSN instalou ali uma unidade da Prada Embalagens, com R$ 100 milhões em investimento
  • Horizonte (CE): quase 12 hectares, assumidos em agosto de 2024 pela Comexport, que se comprometeu a investir R$ 400 milhões e reativar a planta para montagem terceirizada de outras marcas, com estimativa de 40 mil veículos por ano
  • Camaçari (BA): revertida ao governo da Bahia em agosto de 2023 e destinada à BYD; a Ford deve receber entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões de indenização pelas benfeitorias, segundo o governo estadual

Camaçari é o caso mais simbólico. A BYD não reaproveitou a planta como ela estava: construiu um galpão de montagem final de 156 mil metros quadrados ao lado do complexo antigo e reformou ou reconstruiu os prédios de solda e pintura, dentro de um projeto que a montadora chinesa já contabiliza em R$ 5,5 bilhões. A capacidade prevista é de 150 mil veículos por ano na primeira fase, 300 mil na segunda e projeção de chegar a 600 mil. É a tradução física do movimento descrito em Chinesas ocupam as fábricas que as montadoras tradicionais deixaram no Brasil.

A Ford de hoje vende mais do que a Ford de fábrica

Em 2022, primeiro ano inteiro apenas com importados, a marca licenciou 20,8 mil veículos. Em 2025 chegou perto de 54,5 mil, avanço de 160% em quatro anos, cinco vezes o crescimento do mercado no mesmo período. A participação em automóveis e comerciais leves dobrou, de 1% para 2%.

Em 2026 o ritmo se manteve. No primeiro semestre foram 27.342 emplacamentos, alta de 21% contra 18,4% do mercado. A Ranger respondeu por 16.973 unidades no semestre, com 23,4% do segmento de picapes médias; o Territory dobrou de volume, com 4.849; a Maverick cresceu 152%, com 2.233; e a F-150 liderou as picapes grandes, com 596.

Em agosto de 2026, segundo a Fenabrave, a Ford emplacou 4.732 veículos e ficou com 1,8% do mercado, na 15ª posição entre as marcas. No acumulado de janeiro a agosto são 37.151 unidades e 1,97%, na 13ª posição. No mesmo mês a Ranger fez 3.130 emplacamentos e perdeu a liderança das picapes médias para a Toyota Hilux, com 3.471, depois de tê-la conquistado em julho; no ano, a Hilux tem 30.203 contra 23.499 da Ranger.

O comportamento do mercado no mês está em Emplacamentos crescem 16,87% em agosto e o ano já soma 3,72 milhões de veículos, e o ranking completo de modelos em Carros mais vendidos de agosto de 2026.

O ponto que incomoda o setor não é a Ford ter saído; é ela vender mais como importadora do que vendia com três fábricas rodando. Isso diz menos sobre a marca e mais sobre o custo de produzir no Brasil.

Onde estão os riscos

Concentração em um produto só. A Ranger responde por cerca de 63% das vendas da marca no país e é fabricada em General Pacheco, na Argentina. Isso amarra o negócio ao câmbio, ao acordo automotivo do Mercosul e à estabilidade da economia argentina. Um trimestre ruim para a picape derruba a marca inteira.

Segmento parado. As picapes médias cresceram apenas 1,2% no primeiro semestre, enquanto o mercado avançou 18,4%. A Ford ganha participação dentro de um segmento que não cresce, e a disputa mês a mês com a Hilux mostra o quanto essa liderança é instável. Para quem compra por operação, e não por preferência, a conta que decide está em Custo por quilômetro: como calcular o CPK da frota.

Eletrificação. O portfólio brasileiro da marca é essencialmente a combustão, num mercado em que os eletrificados já passaram de 1 milhão de unidades, como mostramos em Brasil chega a 1 milhão de eletrificados. Como importadora, a Ford sente de forma direta qualquer mudança tributária; o calendário da tarifa está em Imposto de importação de eletrificados chega a 35%.

Base instalada. A marca deixou de produzir, mas não deixou de existir nas ruas: o parque circulante brasileiro segue crescendo, como registramos em Frota circulante do Brasil chega a 82 milhões de veículos, e a rede de serviço e peças continua sendo parte relevante do negócio.

O que a saída da Ford ensinou ao setor

A Ford foi a primeira a chegar e a primeira das grandes tradicionais a admitir que a equação brasileira não fechava para ela. Cinco anos depois, o que sobrou das fábricas dela virou centro logístico, fábrica de embalagens, planta terceirizada de elétricos e o maior complexo da BYD fora da Ásia. O modelo de negócio que a substituiu, uma marca que vende bem sem fabricar, deixou de ser exceção e virou uma das rotas possíveis no mercado brasileiro.

Para quem compra por frota, a discussão muda de lugar: importa menos onde o veículo é feito e mais quanto ele custa por quilômetro rodado e quanto vale na revenda. Esse debate está em Terceirização de frota em 2026.

Outros perfis de empresas do setor estão na editoria Empresas.

Perguntas frequentes

Quando a Ford chegou ao Brasil?

A diretoria da Ford aprovou a criação da filial brasileira em 24 de abril de 1919 e a montagem do Modelo T começou em 1º de maio do mesmo ano, num galpão na rua Florêncio de Abreu, no centro de São Paulo. Foi a primeira operação de montagem de veículos do país.

Por que a Ford parou de fabricar no Brasil?

A empresa citou a pandemia, que segundo o comunicado ampliou a capacidade ociosa da indústria e a queda das vendas. Os números mostram uma causa mais longa: prejuízos acumulados desde 2013, portfólio envelhecido diante da migração para SUVs, capacidade instalada muito acima da demanda e falta de competitividade para exportar.

Quando a Ford fechou as fábricas no Brasil?

O anúncio foi em 11 de janeiro de 2021. Camaçari (BA) e Taubaté (SP) encerraram a produção de veículos naquele ano, com fabricação de peças de reposição por alguns meses, e a fábrica da Troller, em Horizonte (CE), parou no quarto trimestre de 2021. A unidade de São Bernardo do Campo (SP) já havia fechado em 2019.

Quantas pessoas perderam o emprego com o fechamento?

Cerca de 5 mil trabalhadores foram desligados no Brasil, além de cortes na Argentina. Quase 300 concessionárias no país foram afetadas.

O que aconteceu com as fábricas da Ford?

São Bernardo do Campo foi vendida em 2020 por R$ 550 milhões e revendida à Prologis por cerca de R$ 850 milhões, com quase todos os galpões demolidos. Taubaté foi comprada em 2022 e abriga uma unidade da Prada Embalagens, do grupo CSN. Horizonte (CE) passou em 2024 à Comexport, que prometeu R$ 400 milhões para reativá-la. Camaçari foi revertida ao governo da Bahia em 2023 e destinada à BYD.

A Ford saiu do Brasil?

Não. A Ford deixou de produzir veículos no país, mas mantém operação comercial, rede de concessionárias, o Centro de Desenvolvimento de Produto na Bahia, o Campo de Provas de Tatuí e a sede regional em São Paulo. Todos os modelos vendidos aqui são importados.

Onde a Ford Ranger é fabricada hoje?

Na Argentina, na fábrica de General Pacheco. A picape responde por cerca de 63% das vendas da Ford no Brasil, o que amarra o desempenho da marca ao câmbio e ao acordo automotivo do Mercosul.

Quanto a Ford vende no Brasil hoje?

Em agosto de 2026 foram 4.732 emplacamentos e 1,8% do mercado, a 15ª posição entre as marcas. No acumulado de janeiro a agosto são 37.151 unidades e 1,97%, na 13ª posição, segundo a Fenabrave.

Qual foi o primeiro veículo desenvolvido pela Ford no Brasil?

O caminhão F-600, criado no fim dos anos 1950 na fábrica do Ipiranga, em São Paulo. O primeiro automóvel lançado pela filial brasileira foi o Galaxie, em 1967, e o primeiro projeto de grande volume foi o Corcel, de 1968.

Fontes: Agência Brasil, Ford encerra sua produção no Brasil, 11 de janeiro de 2021||Reuters e G1, Como a Ford queimou R$ 61 bilhões no Brasil, 20 de maio de 2021||BBC News Brasil, Por que a montadora decidiu encerrar a produção de veículos no Brasil, 13 de janeiro de 2021||Autoesporte, Veja o que aconteceu com as fábricas que a Ford fechou no Brasil, agosto de 2024||Fenabrave, emplacamentos de agosto e do acumulado de 2026||AutoIndústria, Com Ranger acelerando, Ford recupera muito terreno no Brasil, 4 de agosto de 2026||Mecânica Online, Ford acelera no Brasil: Ranger e Territory impulsionam crescimento semestral, 3 de julho de 2026||Webmotors e G1, linha do tempo da Ford do Brasil
Ford||Ranger||Camaçari||Troller||BYD||montadoras||mercado automotivo||indústria automotiva||importados
Compartilhar esta matéria
WhatsApp LinkedIn
Publicidade
Anúncio de Rodavia Pneus (fictício)
RODAVIA PNEUSAlinhamento em 40 minHora marcada, sem fila, em nove unidades.Ver unidades

Relacionadas

CAOA Chery passa de 400 mil veículos emplacados no Brasil: a trajetória de 2009 até a fábrica de Anápolis
Empresas

CAOA Chery passa de 400 mil veículos emplacados no Brasil: a trajetória de 2009 até a fábrica de Anápolis

A CAOA Chery informou em 16 de outubro de 2026 que superou 400 mil veículos emplacados no Brasil, somando a operação iniciada pela Chery em 2009 e a fase da sociedade com o Grupo CAOA, formada em novembro de 2017. De janeiro a setembro de 2026, a marca emplacou mais de 66 mil unidades. A produção nacional fica em Anápolis (GO), onde são montados Tiggo 5X, Tiggo 7, Tiggo 8 e Arrizo 6, dentro de um plano de R$ 8 bilhões para o complexo, com R$ 3 bilhões já investidos.

17 de out de 20263 min de leitura
Scania no Brasil: a história da fábrica de São Bernardo, a primeira da marca fora da Suécia
EmpresasPerfil

Scania no Brasil: a história da fábrica de São Bernardo, a primeira da marca fora da Suécia

A Scania está no Brasil desde 2 de julho de 1957, quando foi constituída a Scania-Vabis do Brasil, e em 8 de dezembro de 1962 inaugurou em São Bernardo do Campo (SP) sua primeira fábrica fora da Suécia. O complexo de 427 mil m² reúne nove fábricas, tem capacidade para 30 mil veículos por ano e passou de 500 mil caminhões produzidos em 2024. A marca investe R$ 2 bilhões entre 2025 e 2028, vende caminhões a gás e biometano desde 2019 e começou em 2026 a entregar caminhões elétricos no país.

03 de out de 20264 min de leitura
HPE Automotores: a história da fábrica de Catalão que fez 800 mil Mitsubishi e Suzuki e agora vai montar carros da GAC
EmpresasPerfil

HPE Automotores: a história da fábrica de Catalão que fez 800 mil Mitsubishi e Suzuki e agora vai montar carros da GAC

A HPE Automotores é a empresa brasileira, do grupo de Eduardo Souza Ramos, que representa a Mitsubishi no país desde o início dos anos 1990 e fabrica veículos em Catalão (GO) desde setembro de 1998, quando inaugurou a primeira montadora de Goiás com a picape L200. Da fábrica já saíram cerca de 800 mil veículos Mitsubishi e Suzuki. Em março de 2026, a HPE fechou acordo para produzir carros da chinesa GAC, com meta de 50 mil unidades por ano; o primeiro modelo, 100% elétrico, deve entrar em pré-série entre o fim de 2026 e janeiro de 2027.

02 de out de 20264 min de leitura