Terceirização de frota avança e chega a caminhões e ônibus alugados
As locadoras já operam 56.267 caminhões e 10.600 ônibus, com altas de 10,5% e 20,7%; o número de empresas do setor subiu 17,7%

O que você precisa saber
- As locadoras operam 56.267 caminhões, alta de 10,5%
- Os ônibus alugados chegaram a 10.600 unidades, avanço de 20,7%
- O número de locadoras ativas subiu 17,7%, para 37.047 empresas
- A frota total do setor de locação passa de 1,7 milhão de veículos
- O setor gerou 109.900 empregos diretos e recolheu R$ 7,8 bilhões em tributos diretos
A locação de veículos no Brasil deixou de ser sinônimo de carro de passeio para viagem. As locadoras já operam 56.267 caminhões, com alta de 10,5%, e 10.600 ônibus, com avanço de 20,7%.
O número de empresas do setor também cresceu: 37.047 locadoras ativas, 17,7% a mais que no ano anterior.
O que muda quando o caminhão é alugado
Comprar caminhão exige capital, análise de crédito, gestão de manutenção e, no fim do ciclo, revenda em um mercado de seminovos pesados que é ilíquido em comparação com o de automóveis.
Alugar transforma tudo isso em uma despesa operacional mensal. O risco de valor residual, que é o mais difícil de projetar, fica com a locadora.
Esse ponto explica por que o modelo cresce justamente agora. Com o mercado de caminhões acumulando queda de 4,8% no ano e o diesel pressionando a margem, o transportador que precisa de veículo mas não quer se comprometer com um ativo caro encontra na locação uma saída intermediária.
O ônibus segue o mesmo caminho
O crescimento de 20,7% nos ônibus alugados tem uma explicação adicional: fretamento corporativo e escolar operam com contrato de prazo definido. Comprar ônibus para um contrato de três anos concentra risco; alugar casa o prazo do ativo com o prazo da receita.
É também um caminho para testar tecnologia sem assumir o risco de residual, o que importa na discussão sobre eletrificação de frota.
O tamanho do setor
A frota total do setor de locação passa de 1,7 milhão de veículos, com 109.900 empregos diretos e R$ 7,8 bilhões em tributos diretos. É, hoje, o maior comprador individual da indústria automotiva brasileira, com 24,6% dos emplacamentos.
Quando não compensa
Terceirizar perde sentido em três situações: quilometragem muito acima da franquia contratada, uso que exige customização do veículo, e operação com prazo longo e previsível em que o custo de capital próprio é menor que a margem embutida no aluguel.
Fora esses casos, o cálculo se resume a comparar o custo por quilômetro das duas opções, com depreciação incluída dos dois lados.
Perguntas frequentes
O que é terceirização de frota?
É o modelo em que a empresa aluga os veículos que utiliza, em vez de comprá-los. O contrato costuma incluir manutenção, documentação, seguro e substituição em caso de parada.
Empresas podem alugar caminhões e ônibus?
Sim. As locadoras brasileiras já operam 56.267 caminhões e 10.600 ônibus, com crescimento de 10,5% e 20,7% respectivamente.
Qual a vantagem de terceirizar a frota?
Não imobilizar capital, transferir o risco de valor residual para a locadora, transformar custo de investimento em despesa operacional previsível e eliminar a gestão de manutenção e revenda.
Quando terceirizar não compensa?
Quando a operação tem quilometragem muito alta, uso intensivo que eleva a franquia contratada, ou necessidade de customização do veículo que o contrato de locação não cobre.
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