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Resultados para "carro elétrico"

Volkswagen ID.4 chega às concessionárias por R$ 299.990 e marca a ofensiva da VW contra os elétricos chineses
O Volkswagen ID.4 começa a ser vendido nas concessionárias da marca em 15 de outubro de 2026, por R$ 299.990, em versão única Pro. É o primeiro carro elétrico da Volkswagen oferecido na rede brasileira; até aqui o modelo só circulava por assinatura. O SUV tem motor traseiro de 286 cv, bateria de 84 kWh e 389 km de autonomia pelo Inmetro. No mesmo movimento, a VW lançou o Tera 200 TSI, com 12 cv a mais, por R$ 134.790 e R$ 147.190, e a Saveiro Robust a etanol, que entra no programa Carro Sustentável e custa R$ 111.490.

E-Motors vai montar carros elétricos Emova no Espírito Santo a partir de fevereiro de 2027
A E-Motors, importadora e representante da chinesa JMEV no Brasil, vai abrir sua primeira fábrica em Jaguaré, no norte do Espírito Santo, com início previsto para fevereiro de 2027 e investimento inicial de R$ 112 milhões. A unidade vai montar veículos que chegam desmontados da China, a um ritmo de 20 a 30 carros por dia, começando pelo Emova Pop, um compacto elétrico de dois lugares. Depois de um ano, a empresa planeja ampliar a área para cerca de 40 mil m², com investimento de aproximadamente US$ 50 milhões e capacidade de até 100 mil veículos por ano.

Venda de carros eletrificados cresce 126% até setembro e já é 20% do mercado, diz Anfavea
Os carros eletrificados somaram 434 mil emplacamentos no Brasil de janeiro a setembro de 2026, alta de 126,2% sobre os 192 mil do mesmo período de 2025, segundo a Anfavea. Com isso, a participação de elétricos e híbridos no mercado de leves passou de 10,6% para 20,1%. Os 100% elétricos (BEV) foram 167 mil, alta de 206%; os híbridos plug-in (PHEV), 137 mil; e os híbridos convencionais (HEV), 130 mil. Do total, 262 mil foram importados, 72 mil fabricados no país e 100 mil montados a partir de kits CKD e SKD, modelo que a Anfavea critica por gerar menos emprego e usar menos autopeças nacionais.

Venda direta volta a crescer em setembro e fica com 48,5% dos carros novos; BYD multiplica por cinco o canal corporativo
A venda direta, canal usado por locadoras, frotistas, órgãos públicos e compradores com isenção, respondeu por 48,5% dos emplacamentos de carros e comerciais leves em setembro de 2026, segundo a Bright Consulting. O canal cresceu 6,1% sobre agosto, enquanto o varejo de showroom caiu 2,4%. No acumulado do ano, porém, o showroom cresce mais (23,4% contra 14,1%), e a fatia da venda direta caiu de 50,4% para 48,4%. A BYD foi o destaque: vendeu 7.263 unidades no canal direto em setembro, contra 1.253 um ano antes.

HPE Automotores: a história da fábrica de Catalão que fez 800 mil Mitsubishi e Suzuki e agora vai montar carros da GAC
A HPE Automotores é a empresa brasileira, do grupo de Eduardo Souza Ramos, que representa a Mitsubishi no país desde o início dos anos 1990 e fabrica veículos em Catalão (GO) desde setembro de 1998, quando inaugurou a primeira montadora de Goiás com a picape L200. Da fábrica já saíram cerca de 800 mil veículos Mitsubishi e Suzuki. Em março de 2026, a HPE fechou acordo para produzir carros da chinesa GAC, com meta de 50 mil unidades por ano; o primeiro modelo, 100% elétrico, deve entrar em pré-série entre o fim de 2026 e janeiro de 2027.

Elétrico ou combustão: a resposta certa muda com o seu uso, e em metade dos casos não é o elétrico
A decisão entre elétrico e combustão se resolve com quatro perguntas, não com uma. Quantos quilômetros você roda por ano; se tem onde carregar em casa; em que estado o carro vai ser emplacado; e por quanto tempo você pretende ficar com ele. Quem roda mais de 25.000 quilômetros por ano com tomada em casa tem no elétrico a escolha óbvia. Quem roda menos de 10.000 quilômetros, mora em apartamento sem ponto na vaga e troca de carro a cada três anos tem na combustão a escolha óbvia. Entre esses dois extremos está a maioria, e aí a conta precisa ser feita caso a caso.

Manutenção de elétrico e de combustão: três revisões contra seis, e o que o elétrico cobra de volta no pneu
Até 60.000 quilômetros, um elétrico faz três revisões e gasta entre R$ 1.310 e R$ 2.898, conforme a marca. Um hatch popular a combustão faz seis revisões no mesmo percurso e gasta entre R$ 4.692 e R$ 4.939,43. A diferença vem do intervalo: 20.000 quilômetros no elétrico contra 10.000 no combustão. Em compensação, estudo da JD Power aponta desgaste de pneu até 30% maior nos elétricos, por causa do peso da bateria e do torque imediato.

Custo total em cinco anos: em quantos quilômetros o elétrico paga a diferença de preço
Comparando um BYD Dolphin Mini GS, a R$ 119.990, com um Volkswagen Polo Track, a R$ 96.690, a diferença de preço é de R$ 23.300. A economia de energia e de revisões devolve cerca de R$ 27.200 em 60.000 quilômetros, o que faz o elétrico empatar por volta dos 51.300 quilômetros. Se o seguro do elétrico custar R$ 2.000 por ano a mais, como aconteceu em cotações medidas em agosto de 2026, o ponto de equilíbrio se desloca para cerca de 82.900 quilômetros, acima do que a maioria roda em cinco anos.

Custo por quilômetro de elétrico e de carro a combustão: a conta muda cinco vezes dependendo de onde você carrega
Em outubro de 2026, com bandeira verde e sem custo extra na conta de luz, um elétrico eficiente roda por cerca de R$ 0,097 o quilômetro carregando na tomada de casa em Goiânia, e por cerca de R$ 0,079 se o dono estiver na tarifa branca fora do horário de ponta. Um hatch popular a gasolina roda por cerca de R$ 0,487 o quilômetro na cidade. Mas quem depende do eletroposto rápido paga cerca de R$ 0,272 por quilômetro, e aí a economia deixa de ser de cinco vezes e passa a ser de pouco menos da metade.

MG IM6 abre pré-reserva no Brasil: o que a arquitetura de 800 V e as quatro rodas direcionais mudam no SUV elétrico
A MG Motor abriu em 29 de setembro de 2026 a pré-reserva do IM6, SUV cupê elétrico de 4,90 metros da IM Motors, divisão premium do grupo chinês SAIC. A versão bimotor tem 767 cv, 81,7 kgfm, 0 a 100 km/h em 3,5 segundos e velocidade máxima acima de 300 km/h. O carro usa arquitetura elétrica de 800 volts, que permite recarga mais rápida em carregadores de alta potência, e esterçamento nas quatro rodas. A MG informa cerca de 400 km de autonomia no padrão Inmetro. Preço e versões serão divulgados nos próximos meses, com vendas até o fim de 2026.

Pontos de recarga no Brasil chegam a 29.866; recarga rápida quase triplica em um ano
O Brasil tinha 29.866 pontos de recarga públicos e semipúblicos para carros elétricos em agosto de 2026, alta de 76,9% em 12 meses, segundo a ABVE em parceria com a Tupi. Os carregadores rápidos (DC) quase triplicaram, com alta de 195,6%, e somam 11.397 pontos, 38,2% da rede. A frota plug-in chegou a 639.133 veículos, o que dá 21,4 carros por ponto. São Paulo lidera, com 7.864 pontos, e 1.911 municípios já têm onde carregar.

Comparativo de elétricos 2026: treze dos quatorze modelos nunca foram testados pelo Latin NCAP
O segmento de carros 100% elétricos no Brasil em 2026 parte de R$ 118.990, no BYD Dolphin Mini GL, e chega a R$ 339.990, no BYD Sealion 7. A maior autonomia confirmada no ciclo Inmetro é de 413 km, no Geely EX5 Pro. O BYD Dolphin Mini sozinho responde por cerca de 30% das vendas de elétricos do país. E, dos quatorze modelos deste comparativo, apenas um tem resultado publicado pelo Latin NCAP.

Geely mostra recarga de 10% a 70% em 4 minutos e meio com carregador de 2.250 kW e IA
A Geely apresentou em 23 de setembro, em Ningbo, na China, o Geely Smart Charging, sistema de recarga ultrarrápida que levou baterias de 10% a 70% em 4 minutos e 30 segundos e de 10% a 97% em 8 minutos e 40 segundos, em testes com o Lynk & Co 10 e o Zeekr 001. O carregador de quinta geração tem pico de 2.250 kW, e um modelo de IA prevê a temperatura da bateria com 30 segundos de antecedência. A tecnologia ainda está restrita a modelos chineses e não tem data para chegar ao Brasil.
Nissan revive o Pixo como elétrico de entrada, e o preço europeu empata com o do Brasil
A Nissan apresentou em 23 de setembro de 2026 o novo Pixo, um elétrico urbano feito para a Europa sobre plataforma desenvolvida com a Renault e produzido na Eslovênia. O carro não vem ao Brasil, mas o preço anunciado diz algo sobre o mercado brasileiro que vale examinar: a Europa está chegando agora à faixa de preço que o elétrico de entrada já pratica aqui, e chegou lá por um caminho bem diferente.

Brasil tem 21 mil eletropostos e a recarga rápida cresce 167% em um ano
O Brasil chegou a 21.061 eletropostos públicos e semipúblicos, dos quais 6.479 são de recarga rápida. A recarga rápida cresceu 167% em doze meses, mas a proporção ainda é de 19,6 veículos por ponto.