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Venda direta volta a crescer em setembro e fica com 48,5% dos carros novos; BYD multiplica por cinco o canal corporativo

Canal de frotistas, locadoras e compradores com isenção sobe 6,1% sobre agosto, enquanto o varejo recua 2,4%; no ano, o showroom cresce mais rápido

Venda direta volta a crescer em setembro e fica com 48,5% dos carros novos; BYD multiplica por cinco o canal corporativo
Imagem: Foto: abdo alshreef/Pexels

Dado central da análise

48,5%

Fatia da venda direta nos emplacamentos de carros e comerciais leves em setembro de 2026, com alta de 6,1% sobre agosto.

O que você precisa saber

  • Venda direta foi 48,5% dos emplacamentos de carros e comerciais leves em setembro de 2026
  • O canal direto cresceu 6,1% sobre agosto e o showroom caiu 2,4%
  • No acumulado até setembro, showroom soma 1.108.275 unidades (alta de 23,4%) e venda direta 1.040.457 (alta de 14,1%)
  • A fatia da venda direta no ano caiu de 50,4% em 2025 para 48,4% em 2026
  • Nos comerciais leves, 59,7% saem pelo canal direto; nos automóveis, 45,9%
  • A BYD vendeu 7.263 unidades no canal direto em setembro, contra 1.253 em setembro de 2025

Depois de meses perdendo espaço, a venda direta voltou a crescer em setembro de 2026. O canal respondeu por 48,5% dos emplacamentos de carros e comerciais leves no mês e avançou 6,1% sobre agosto, enquanto o varejo de showroom caiu 2,4%, segundo a Bright Consulting. O movimento não muda o desenho do ano, em que o consumidor pessoa física cresce mais rápido, mas mostra frotistas e locadoras de volta às compras no último trimestre.

Os números do canal

| Indicador | Showroom (varejo) | Venda direta | | --- | --- | --- | | Participação em setembro de 2026 | 51,5% | 48,5% | | Variação sobre agosto | menos 2,4% | mais 6,1% | | Acumulado de janeiro a setembro | 1.108.275 | 1.040.457 | | Alta no acumulado sobre 2025 | 23,4% | 14,1% |

No ano, a fatia da venda direta caiu de 50,4% em 2025 para 48,4%. Parte da explicação está no próprio varejo: o mercado de setembro foi o melhor do ano, puxado por preço mais agressivo e pelo financiamento no melhor nível em 15 anos.

Picapes e furgões dependem do CNPJ

O peso do canal muda conforme o tipo de veículo. Nos automóveis, 45,9% saíram pela venda direta em setembro; nos comerciais leves, 59,7%. Picape e furgão são ferramenta de trabalho, e o comprador típico é empresa, frotista ou produtor rural. É nesse grupo que entram também os taxistas e motoristas de aplicativo beneficiados pelo teto de R$ 200 mil do Move Brasil.

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BYD multiplica o canal corporativo

O caso mais forte do mês é a BYD. A marca emplacou 7.263 unidades por venda direta em setembro, contra 1.253 um ano antes, alta de 479,6%, segundo levantamento publicado pelo Brasil Inovador. Do total de 22.209 carros da marca no mês, cerca de um terço saiu pelo canal corporativo.

O salto conversa com o acordo que pôs 10 mil carros da BYD na frota da Localiza e com a estratégia da marca de usar a fábrica de Camaçari para ganhar escala. No varejo, a marca também segue forte: o Dolphin Mini, com 9.385 unidades, foi o terceiro carro mais vendido do país em setembro, segundo a Fenabrave, a primeira vez que um elétrico chega ao top 3. O eletrificado como um todo teve 22,9% do mercado no mês, pela Bright.

O que o gestor de frota deve olhar

Para quem administra frota, o crescimento do elétrico no canal direto traz uma conta que ainda está sendo aprendida: quanto esse carro vale na desmobilização. Os critérios para decidir estão no guia de quando a eletrificação da frota fecha a conta e no método de custo por quilômetro.

Também pesa a escolha entre comprar e alugar. A terceirização de frota cresce porque transfere o risco do valor residual para a locadora, e o anuário da ABLA mostra o tamanho do setor que hoje compra quase metade dos carros novos do país. Para o consumidor de varejo, o efeito chega depois: o carro que entra hoje na locadora volta ao mercado de seminovos em um ou dois anos e ajuda a formar o preço de revenda.

Perguntas frequentes

O que é venda direta de carros?

É a venda feita pela montadora diretamente a um CNPJ ou a um comprador com condição especial: locadoras, frotistas, órgãos públicos, produtores rurais, taxistas e pessoas com deficiência. O carro sai com desconto de fábrica, sem passar pelo preço de varejo da concessionária.

Quanto a venda direta representou em setembro de 2026?

48,5% dos emplacamentos de carros e comerciais leves, segundo a Bright Consulting. O varejo de showroom ficou com 51,5%.

A venda direta está crescendo?

No mês, sim: subiu 6,1% sobre agosto. No ano, cresce menos que o varejo, 14,1% contra 23,4%, e por isso a fatia caiu de 50,4% para 48,4%.

Por que a BYD cresceu tanto no canal direto?

A marca passou a vender em volume para frotas e locadoras, como no acordo com a Localiza para 10 mil carros. Em setembro foram 7.263 unidades diretas, quase cinco vezes as 1.253 de um ano antes.

Os comerciais leves dependem mais da venda direta?

Sim. Quase seis em cada dez picapes e furgões saem pelo canal direto (59,7%), porque o comprador típico é empresa, frotista ou produtor rural.

O que isso muda para quem compra no varejo?

Quando o canal direto aquece, as montadoras escoam volume com desconto para frotas, e o seminovo de locadora volta ao mercado em um ou dois anos, o que pesa no preço de revenda do carro de varejo.

Fontes: Bright Consulting, análise de vendas de setembro de 2026; Brasil Inovador, 'Vendas diretas da BYD crescem quase 500%', 2 de outubro de 2026; Fenabrave, ranking de setembro de 2026 citado por ND Mais
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