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Concessões rodoviárias em 2026: 13 leilões, 8.500 km e R$ 148 bilhões

O pacote cobre 12 estados e traz custo adicional de pedágio estimado entre R$ 0,04 e R$ 0,08 por quilômetro por eixo nas primeiras rotas

Concessões rodoviárias em 2026: 13 leilões, 8.500 km e R$ 148 bilhões
Imagem: Pexels

O que você precisa saber

  • São 13 leilões programados para 2026, somando mais de 8.500 km
  • O investimento previsto é de R$ 148 bilhões
  • O Centro-Oeste tem a maior extensão, 3.141 km, com R$ 29,7 bilhões
  • Os trechos abrangem MT, PA, BA, SP, MG, GO, TO, RS, PE, AL, SE e ES
  • O custo adicional de pedágio nas primeiras rotas é estimado entre R$ 0,04 e R$ 0,08 por km por eixo

O programa federal de concessões rodoviárias prevê 13 leilões em 2026, somando mais de 8.500 quilômetros e R$ 148 bilhões em investimento. É o maior ciclo de concessões de rodovias já colocado em mercado no país.

A distribuição regional mostra a prioridade: Centro-Oeste com 3.141 km e R$ 29,7 bilhões, Nordeste com 2.210 km e R$ 22,1 bilhões, Norte com 1.555 km e R$ 12,3 bilhões, Sudeste com 1.550 km e R$ 21,6 bilhões e Sul com 480 km e R$ 5,1 bilhões.

O calendário

No primeiro trimestre saíram Rota Agro, Rota Sertaneja e Rota Sorocabana. No segundo, Rota Verde, BR-040, Rota dos Grãos e Rota do Aço. No terceiro, Rota Carajás, Rota do Pampa, Rota Nordeste e Rota do Cacau. No quarto, Rota Cerrado e Rota Mineral.

Os nomes descrevem a lógica: quase todos apontam para corredores de escoamento agrícola e mineral, não para adensamento urbano.

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A conta do transportador

Aqui está o ponto que divide o setor. Na Rota Agro, o custo adicional estimado é de R$ 0,04 a R$ 0,07 por quilômetro por eixo. Na Rota Sertaneja, de R$ 0,05 a R$ 0,08.

Para uma carreta de seis eixos em uma viagem de mil quilômetros, isso significa algumas centenas de reais a mais por trecho. O argumento do outro lado é a projeção de redução de 10% a 20% no custo operacional total no médio prazo, por conta de pavimento melhor, menos quebra e menos tempo de viagem.

A diferença entre os dois efeitos é temporal. O pedágio começa a ser cobrado antes de a obra estar pronta; a economia aparece depois. Quem tem contrato de frete curto absorve o custo primeiro e colhe o benefício depois.

Como isso entra no preço do frete

O pedágio é insumo, não margem. Ele entra na formação do frete junto com o diesel, que já responde por 30% a 40% do custo operacional, e precisa aparecer na tabela de piso mínimo da ANTT para que o repasse não fique só na negociação individual.

O que observar

Dois indicadores: o intervalo entre início da cobrança e entrega das obras de duplicação, e a inclusão efetiva do custo de pedágio nas revisões da tabela de frete. São eles que dizem quem paga a conta do ciclo de investimento.

Perguntas frequentes

Quantos leilões de rodovia estão previstos para 2026?

Treze, somando mais de 8.500 quilômetros de rodovias federais e estaduais e R$ 148 bilhões em investimento previsto.

Quais estados são atingidos pelas novas concessões?

Mato Grosso, Pará, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Espírito Santo.

Quanto o pedágio vai encarecer o frete?

Nas primeiras rotas leiloadas, a estimativa é de R$ 0,04 a R$ 0,08 adicionais por quilômetro por eixo. No médio prazo, projeta-se redução de 10% a 20% no custo operacional total pela melhoria do pavimento.

Quando as novas concessões começam a operar?

A operação está prevista para começar a partir do segundo semestre de 2026, após a assinatura dos contratos.

Fontes: ANTT e Ministério dos Transportes, programa de concessões rodoviárias de 2026 • TranspNet, Concessões rodoviárias 2026: 13 leilões, novos pedágios e o impacto nas rotas de frete
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